O Globo – Um Jornal no Futuro

3 10 2008

Finalmente um jornal que entende o que é distribuição de informação neste século.





A Guerra da Informação

28 09 2008

Noticias da Guerra, 1848, Richard Caton Woodville

Notícias da Guerra, 1848, Richard Caton Woodville


Que a informação é poder já sabemos. Mas, tendo-se tornado um dos fatores de sucesso críticos para a sobrevivência das organizações, a informação passou a ser um alvo primordial para os combatentes em qualquer situação competitiva ou antagônica.

A informação, portanto, precisa ser defendida tanto quanto os ativos físicos.

Por outro lado, a Guerra da Informação não assola somente os sistemas de computadores. É a informação — e o uso a que é posta — que é importante. A tecnologia da informação é apenas o novo repositório para coleta, transmissão, processamento e exibição dos dados. Os princípios que regem o levantamento, a armazenagem e o uso da informação são muito antigos.

Essa guerra cobre ampla gama de atividades de informação, desde a destruição de equipamentos de TI até a sutil gestão da percepção, desde a espionagem industrial até o marketing. O uso agressivo da informação não deve ser desconsiderado por gestores sobrevivendo num mundo de negócios hostil.

Mas as organizações não são só ameaçadas por seus competidores. Empregados contrariados e grupos de pressão, como o Greenpeace ou a Associação das Donas de Casa, podem se tornar inimigos. O crime organizado e os terroristas são outra fonte de ameaças, assim como nações que usam suas agências de inteligência para obter informações empresariais confidenciais.

Bill Hutchinson e Matt Warren, em seu livro “Information Warfare“, enumeram três objetivos da Guerra da Informação (que eles chamam de I-War):

  1. usar sua própria informação e sistemas associados para ganhar vantagem sobre competidores e/ou protagonistas;
  2. proteger sua informação e sistemas associados dos que lhe queiram prejudicar;
  3. formular estratégias e ações que produzam efeitos prejudiciais a competidores e/ou protagonistas.

Enumeram também quatro estratégias a serem aplicadas:

  1. Negar acesso aos dados — Isso pode ser alcançado através de ataques ao hardware ou ao sistema contendo os dados, ou da deleção dos dados. Como muitos dados têm uma dimensão temporal, pode-se também atrasar tanto o acesso aos dados a ponto de torná-los inúteis.
  2. Disrupção ou destruição de dados — A disrupção pode ser causada ao sistema que coleta e armazena a informação, ou à parte do sistema que a dissemina. A destruição dos dados pode ser física (da mídia de armazenamento) ou dos dados em si, de modo que se tornem irrecuperáveis a tempo de serem úteis.
  3. Roubo de dados — O roubo de dados sigilosos, que pode permanecer ignorado pela vítima, dá vantagens competitivas empresariais, de negociação ou até mesmo criminosas ao ladrão, provendo insights sobre as operações da vítima.
  4. Manipulação de dados — Dados podem ser adicionados, deletados ou alterados para dar vantagem ao atacante.

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