Finalmente um jornal que entende o que é distribuição de informação neste século.
Finalmente um jornal que entende o que é distribuição de informação neste século.

Se o Papa simplesmente tivesse pedido a Michelangelo para pintar o teto da Capela Sistina, dificilmente teria conseguido esse resultado.
O Papa Júlio II dirigiu a criação de Michelangelo explicando que desejava algo que celebrasse e santificasse a glória do Senhor. Do mesmo modo, as melhores criações se originam de um briefing claro e bem focado.
Um briefing pode inspirar o pessoal da Criação, apelando para os impulsos estratégicos que todo bom criador possui. Um briefing claro e bem focado estimula o pensar para além do ordinário.
De acordo com a TSN Media Intelligence, nos primeiros três quadrimestres de 2007 só três das categorias de mídia apresentaram crescimento no faturamento de propaganda nos Estados Unidos.
A televisão aberta está em queda, com as grandes redes mostrando o maior declínio, -3% no ano passado. O rádio escorregou -1,8%.
Encartes, como os que se encontram nos jornais e portarias de prédios aos domingos, caíram 1%. Mas são os jornais que mostram o maior declínio: 5,2%, após uma queda de 2,4% em 2006.
A subida no investimento em revistas pode parecer surpreendente, diante de toda a conversa sobre o fim da Era de Gutemberg, mas esconde algumas fraquezas:
O crescimento veio do aumento de investimentos em certas categorias de anunciantes — são 12 — encabeçadas por Drogas e Remédios, com investimento de US$2,6 bilhões (7,1% de crescimento). Artigos de Higiene e Cosméticos cresceu 2,9%. A categoria que mais caíu foi Tecnologia (-14,1%), os primeiros a se digitalizarem.
Pois essa é a razão da queda da mídia tradicional: a tecnologia digital, que efetivamente fragmentou a média de massas.
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O Projeto pela Excelência em Jornalismo, conduzido pela Journalism.org, publicou extenso estudo sobre a situação da mídia jornalística e, por conseguinte, do mercado publicitário nos Estados Unidos.
Essa situação é resumida claramente por um executivo de propaganda: o mercado publicitário tal como o conhecemos — em que a moeda corrente é o comercial de 30 segundos — está em “caos”.
Conversando-se com os executivos do ramo, tem-se a sensação de que poucos conseguem lidar com as mudanças na paisagem da mídia que já aconteceram, quanto mais com as que ainda estão por acontecer.
Para encurtar, o conceito de mídia de massas acabou. Mas ainda não é claro o que vai substituí-lo e que papel terá nisso a Propaganda.
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Os participantes do curso de Atendimento Publicitário -De Contato a Consultor de Comunicação, ministrado pelo Sindicato das Agências de Propaganda de Goiás, estabeleceram três cenários da atividade publicitária para daqui a 20 anos, como atividade final do curso.
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Evidências
Os anunciantes estão exigindo das agências um cardápio mais completo de serviços e ferramentas de marketing, além de otimização das
verbas.
Os veículos se multiplicam e oferecem maiores possibilidades para o processo de segmentação do mercado.
Os fornecedores estão cada vez mais bem equipados e oferecendo serviços de melhor qualidade.
Cenário
Muito mais agências segmentadas estarão disputando o mercado, por qualidade e preço. As agências oferecerão um mix cada vez mais adequado às necessidades de cada anunciante, contanto com parcerias diversas para pesquisa, planejamento, criação, produção, veiculação e controle. Uma agência do interior do Brasil poderá contar com as idéias de um criativo que atue num mercado de grande porte.
Os veículos de massa terão perdido sua força e as mídias estarão muito customizadas, conforme as demandas e tecnologias adequadas ao perfil de cada grupo de consumidores. Qualquer mídia poderá estar sendo veiculada nos quatro cantos do planeta, de forma isolada ou compondo em parcerias.
Os fornecedores serão muito ágeis na entrega dos serviços e estarão bem mais comprometidos com a qualidade e os custos reduzidos. O retrabalho e os desperdícios já não farão parte do operacional, bem como a mão-de-obra será substituída pela robotização. Os
fornecedores farão parte de grandes corporações e os trabalhos poderão ser realizados em qualquer parte do mundo.
A comunicação publicitária passará a ser uma demanda de todo tipo de empresa e de pessoas/profissionais.
Surgem novas especialidades no mercado publicitário e os profissionais serão muito valorizados e requisitados.