É o fim do capitalismo selvagem, stupid.

2 05 2009

capitalism3

Meu último post (23/10/08) encerrava com a frase que intitula este aqui. Nesses dois últimos trimestres observei, perplexo, o desenvolvimento da crise. Vi governos de primeiro mundo despejar trilhões sobre os banqueiros e tycoons, trilhões esses convertidos em dívidas a serem pagas por futuras gerações de contribuintes.

Os capitalistas levaram um susto. Os governos de primeiro mundo também.

O fato é que a crise verdadeira não foi enfocada. Há consequências pela frente, a curto, médio e longo prazos.

A curto prazo, é o que estamos vendo: reformulação de ativos, buscando perfis mais palatáveis ao mercado. A médio prazo, uma grave crise de produção enquanto os meios de produção se ajustam ao novo paradigma. A longo, só Deus sabe…

Uma coisa é certa: os olhos estarão voltados para o novo sistema regulatório que deve vir por aí. Essa história de “derivativos exóticos” tem mesmo que acabar. Quem quiser jogatina, embarque para Goa.





O saber como ferramenta

15 05 2008

“O Império do Futuro é o Império do Conhecimento
Sir Winston Churchill

Winston ChurchillHá 50 anos, as economias mundiais baseavam seu sistema de valores na produção. Hoje, esse sistema está fundado em intelecto e capacitação. No mundo dos negócios de hoje, o que as organizações sabem está se tornando muito mais importante do que as tradicionais fontes de poder econômico: capital, terra e trabalho.

Hoje, a vantagem competitiva está em agir para explorar a dinâmica do mercado. Isso só acontece em empresas cujo pessoal tem acesso às informações necessárias para identificar tendências ou maximizar a experiência coletiva da companhia para gerenciar oportunidades.

Um tesouro enterrado

Em todas as organizações, há um conhecimento extremamente valioso sobre o negócio, seus produtos, clientes, processos e concorrentes. Mas quase sempre este conhecimento está trancado nas mentes das pessoas, ou em arquivos de papel, ou em formato digital.
Para trazer à luz esse conhecimento é preciso suprir a cultura, os processos e a tecnologia que facilitem o compartilhamento da informação e o melhor desempenho geral da empresa.
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Como criar um briefing que liberta a Criação

26 04 2008

Capela Sistina
Se o Papa simplesmente tivesse pedido a Michelangelo para pintar o teto da Capela Sistina, dificilmente teria conseguido esse resultado.

O Papa Júlio II dirigiu a criação de Michelangelo explicando que desejava algo que celebrasse e santificasse a glória do Senhor. Do mesmo modo, as melhores criações se originam de um briefing claro e bem focado.

Um briefing pode inspirar o pessoal da Criação, apelando para os impulsos estratégicos que todo bom criador possui. Um briefing claro e bem focado estimula o pensar para além do ordinário.

Os elementos essenciais de um bom briefing

  • Qual o objetivo e o papel da comunicação? O que queremos que as pessoas façam e por quê? Como esperamos que a comunicação impacte atitudes e comportamentos? Que convenções podemos desafiar? Como são as comunicações da concorrência e como podemos evitar copiá-las?
  • Quem é o público-alvo e qual o desejo ou necessidade emocional que o produto/serviço pode suprir? Defina isso e o resto do briefing fica fácil de se montar. Dados demográficos são importantes, especialmente para a Mídia, mas a chave está em definir as características atitudinais do público-alvo.
  • Qual o papel do produto/serviço? Ao compreendermos a necessidade emocional, podemos definir que papel a marca desempenha em sua satisfação. Podemos então usar essa “promessa de marca” para definir a totalidade da experiência do produto/serviço, incluindo mas não limitada à comunicação.
  • Qual a Proposta Única de Venda a que a comunicação dará vida de maneira provocante e persuasiva? Ela deve ser construída a partir de nosso entedimento do público alvo e do papel do produto/serviço, cristalizando-se numa idéia que captura a essência do que queremos dizer.
  • Por que razão o público deve acreditar nisso? Temos que dar aos consumidores “permissão para crer” — algo que lhes permita racionalizar, para si e para os outros, o que é na realidade uma decisão emocional.
  • Qual a personalidade única da marca? As pessoas compram produtos, mas se relacionam com marcas. Como diz David Ogilvy, “o fabricante que dedica sua propaganda à construção da personalidade mais claramente definida é o que conquistará a maior participação de mercado e os mais altos lucros”. Ao definir a personalidade, seja provocante e evite generalizações. O tom da comunicação deve refletir a personalidade única da marca.

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O Futuro da Propaganda 2

8 04 2008

De acordo com a TSN Media Intelligence, nos primeiros três quadrimestres de 2007 só três das categorias de mídia apresentaram crescimento no faturamento de propaganda nos Estados Unidos.

  • Internet — 17,2%
  • Revistas — 4,7%
  • Mídia exterior — 4,4%

A televisão aberta está em queda, com as grandes redes mostrando o maior declínio, -3% no ano passado. O rádio escorregou -1,8%.

Encartes, como os que se encontram nos jornais e portarias de prédios aos domingos, caíram 1%. Mas são os jornais que mostram o maior declínio: 5,2%, após uma queda de 2,4% em 2006.

A subida no investimento em revistas pode parecer surpreendente, diante de toda a conversa sobre o fim da Era de Gutemberg, mas esconde algumas fraquezas:

  • as revistas business to business caíram 5,5%;
  • as revistas locais, 3,4%.

O crescimento veio do aumento de investimentos em certas categorias de anunciantes — são 12 — encabeçadas por Drogas e Remédios, com investimento de US$2,6 bilhões (7,1% de crescimento). Artigos de Higiene e Cosméticos cresceu 2,9%. A categoria que mais caíu foi Tecnologia (-14,1%), os primeiros a se digitalizarem.

Pois essa é a razão da queda da mídia tradicional: a tecnologia digital, que efetivamente fragmentou a média de massas.
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Apple e Google: dois métodos, grandes resultados

3 04 2008

Apple e Google

O Vale do Silício na Califórnia sempre foi igualitário nas relações trabalhistas. Nas empresas de desenvolvimento de hard e soft wares, os funcionários recebem grandes regalias.

Na Google, por exemplo, os funcionários têm de graça massagistas, cafeteria que serve pratos de gourmet, jogos de roller-hockey em horário de expediente. Além disso, os engenheiros têm autonomia sem precedentes: podem até escolher o projeto em que trabalhar e com quem trabalhar. Resultado: o Gmail e o Google News, que começaram como projetos pessoais.

Na Apple, o passaralho voa solto. Tudo é feito em segredo. Os projetos são divididos em grupo e ninguém tem o conhecimento completo do produto em desenvolvimento. Só Steve Jobs. Que, ao contrário dos CEOs concorrentes, não hesita em esculhambar com um colaborador a ponto de provocar lágrimas no objeto de sua ira. Mas o pior, ao que dizem, é que ele quase sempre tem razão.

Em muitas empresas, o chefe tirano da cara vermelha é um arquétipo superado. Mas Jobs conseguiu resultados que têm surpreendido a indústria: o iPod, o iPhone e agora o Mac Air. Produtos inovadores, totalmente user friendly e de design tão elegante que influenciam a estética de toda a cultura. Basta observar como tudo se enche de ícones quadrados, de cantos arredondados, com cores luminosas e suaves reflexos.





Missões de Empresas: 10 Perguntas

18 03 2008

Declaração de Missão

A declaração de missão de sua empresa é uma oportunidade de definir seu negócio no nível mais básico. Deve contar a história e os ideais da empresa em menos de 30 segundos: que é a sua companhia, o que ela faz e porque o faz.

Que mercados você atende e que benefícios oferece? Você resolve um problema do seu cliente? Que tipo de ambiente de trabalho você quer para seus empregados? Todas essas questões devem ser abordadas na declaração de missão.

A declaração de missão é sobre você, sua empresa e seus ideais. Leia as missões de outras empresas, mas escreva algo que seja sobre você e não outra companhia. Acredite mesmo no que estiver escrevendo porque seus empregados e clientes logo detectarão uma mentira.

Sua declaração de missão deve ser capaz de resistir às mudanças que vêm com o tempo no seu setor de atividade. Uma fábrica de caixas de papelão não fabrica caixas de papelão mas provê proteção para itens que precisam ser armazenados ou transportados. Essa compreensão mais abrangente ajuda a ter a visão geral.
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O Mundo do Trabalho em 2018

14 03 2008

“Não podemos determinar o futuro, mas podemos nos preparar para ele.”

robot1.jpgO mundo dos negócios sob ataque cibernético, os Estados Unidos se retirando da economia mundial e o controle do comportamento de empregados por implantes de microchips no cérebro são cenários possíveis para os negócios em 2018, de acordo com um estudo publicado hoje pelo Chartered Management Institute da Inglaterra.

Intitulado “Futuros do Gerenciamento”, o estudo identifica 17 cenários possíveis a serem enfrentados pelas organizações britânicas na próxima década. Analisa as tendências correntes, a experiência passada e as visões de economistas, acadêmicos e líderes empresariais para predizer como será o mundo em 2018. Em combinação com uma pesquisa com mil executivos seniors, o estudo será utilizado para ajudar empresários a compreender o que precisa ser feito hoje em preparação para amanhã.

Os resultados sugerem que hologramas, robôs e computadores “inteligentes” terão um papel a desempenhar na futura paisagem dos negócios no Reino Unido. Contudo, os CEOs estarão mais interessados nas mudanças nos atuais modelos de negócios, blocos comerciais e capacidade de competir em escala global.
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Missões: grandes empresas

13 12 2007

A seguir, exemplos de como algumas grandes empresas definem suas missões:

Mary Kay Cosmetics
Dar às mulheres oportunidades ilimitadas

Merck
Preservar e melhorar a vida humana

Wal-Mart
Dar às pessoas comuns a chance de comprar as mesmas coisas que as pessoas ricas

Walt Disney
Fazer as pessoas felizes

Sony
Experimentar a alegria de fazer avançar a tecnologia e aplicá-la em benefício das pessoas.

3M
Resolver problemas ainda pendentes de maneira inovadora.

Medtronics
Ajudar as pessoas a voltarem a viver plenamente.