Meu último post (23/10/08) encerrava com a frase que intitula este aqui. Nesses dois últimos trimestres observei, perplexo, o desenvolvimento da crise. Vi governos de primeiro mundo despejar trilhões sobre os banqueiros e tycoons, trilhões esses convertidos em dívidas a serem pagas por futuras gerações de contribuintes.
Os capitalistas levaram um susto. Os governos de primeiro mundo também.
O fato é que a crise verdadeira não foi enfocada. Há consequências pela frente, a curto, médio e longo prazos.
A curto prazo, é o que estamos vendo: reformulação de ativos, buscando perfis mais palatáveis ao mercado. A médio prazo, uma grave crise de produção enquanto os meios de produção se ajustam ao novo paradigma. A longo, só Deus sabe…
Uma coisa é certa: os olhos estarão voltados para o novo sistema regulatório que deve vir por aí. Essa história de “derivativos exóticos” tem mesmo que acabar. Quem quiser jogatina, embarque para Goa.
