O Futuro da Propaganda

7 04 2008

The State of the News Media

O Projeto pela Excelência em Jornalismo, conduzido pela Journalism.org, publicou extenso estudo sobre a situação da mídia jornalística e, por conseguinte, do mercado publicitário nos Estados Unidos.

Essa situação é resumida claramente por um executivo de propaganda: o mercado publicitário tal como o conhecemos — em que a moeda corrente é o comercial de 30 segundos — está em “caos”.

Conversando-se com os executivos do ramo, tem-se a sensação de que poucos conseguem lidar com as mudanças na paisagem da mídia que já aconteceram, quanto mais com as que ainda estão por acontecer.

Para encurtar, o conceito de mídia de massas acabou. Mas ainda não é claro o que vai substituí-lo e que papel terá nisso a Propaganda.

Até há pouco, as grandes empresas de mídia distribuíam conteúdo onde e quando lhes fosse mais vantajoso. Agora, há um menu imenso de opções à la carte e os consumidores decidem quando, onde e como irão ver, ouvir ou ler o que escolherem.

Para os consumidores de mídia é o Paraíso. Para os anunciantes, o que antes era um trabalho fácil de planejar e comprar entre meia dúzia de opções virou um quebra-cabeças infernal.

O fabricante de um desodorante dirigido a jovens do sexo masculino ainda pode anunciar na TV aberta e pode até gastar nisso alguns milhões. Mas, levando-se em conta a fuga dos jovens para o videogame, a internet e a mensagem de texto, esse anunciante pode se perguntar se não seria melhor inserir sua marca num ambiente de jogo, postar seus comerciais no YouTube ou patrocinar resultados de futebol por telefone celular. Também pode decidir abandorar a TV aberta em favor de uma programação a cabo dirigida a jovens, como a MTV.

Será que os anunciantes ainda precisam da mídia jornalística e de entretenimento? Na era da internet, as empresas chegam aos consumidores com seus sites, fazem campanhas de email ou boca-a-boca. Não dependem mais da mídia paga para distribuir suas mensagens.

Mas a verdade é que, assim como o mundo da Mídia, o mundo da Propaganda não está preparado para lidar com esas rápidas mudanças.


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