
O Vale do Silício na Califórnia sempre foi igualitário nas relações trabalhistas. Nas empresas de desenvolvimento de hard e soft wares, os funcionários recebem grandes regalias.
Na Google, por exemplo, os funcionários têm de graça massagistas, cafeteria que serve pratos de gourmet, jogos de roller-hockey em horário de expediente. Além disso, os engenheiros têm autonomia sem precedentes: podem até escolher o projeto em que trabalhar e com quem trabalhar. Resultado: o Gmail e o Google News, que começaram como projetos pessoais.
Na Apple, o passaralho voa solto. Tudo é feito em segredo. Os projetos são divididos em grupo e ninguém tem o conhecimento completo do produto em desenvolvimento. Só Steve Jobs. Que, ao contrário dos CEOs concorrentes, não hesita em esculhambar com um colaborador a ponto de provocar lágrimas no objeto de sua ira. Mas o pior, ao que dizem, é que ele quase sempre tem razão.
Em muitas empresas, o chefe tirano da cara vermelha é um arquétipo superado. Mas Jobs conseguiu resultados que têm surpreendido a indústria: o iPod, o iPhone e agora o Mac Air. Produtos inovadores, totalmente user friendly e de design tão elegante que influenciam a estética de toda a cultura. Basta observar como tudo se enche de ícones quadrados, de cantos arredondados, com cores luminosas e suaves reflexos.