“Não podemos determinar o futuro, mas podemos nos preparar para ele.”
O mundo dos negócios sob ataque cibernético, os Estados Unidos se retirando da economia mundial e o controle do comportamento de empregados por implantes de microchips no cérebro são cenários possíveis para os negócios em 2018, de acordo com um estudo publicado hoje pelo Chartered Management Institute da Inglaterra.
Intitulado “Futuros do Gerenciamento”, o estudo identifica 17 cenários possíveis a serem enfrentados pelas organizações britânicas na próxima década. Analisa as tendências correntes, a experiência passada e as visões de economistas, acadêmicos e líderes empresariais para predizer como será o mundo em 2018. Em combinação com uma pesquisa com mil executivos seniors, o estudo será utilizado para ajudar empresários a compreender o que precisa ser feito hoje em preparação para amanhã.
Os resultados sugerem que hologramas, robôs e computadores “inteligentes” terão um papel a desempenhar na futura paisagem dos negócios no Reino Unido. Contudo, os CEOs estarão mais interessados nas mudanças nos atuais modelos de negócios, blocos comerciais e capacidade de competir em escala global.
Algumas previsões chaves incluem:
Mercados – Blocos comerciais experimentarão mais concorrência e conflitos. De acordo com os executivos pesquisados, as corporações globais exercerão mais influência do que os governos (66%) e o monitoramento no trabalho aumentará em todos os níveis (93%). Os dados também sugerem que o mercado será muito influenciado por novos parceiros com Brasil, Rússia, Índia e China.
Oferta e demanda – Os modelos de negócios se transformarão, tornando-se mais abertos a influências externas. Dois terços (63%) sugerem que a participação dos clientes nas decisões de negócios aumentará. 62% predizem que as preocupações ambientais criarão produtos com ciclos de vida mais longos.
Estruturas empresariais – As organizações se alterarão em caráter, refletindo mudanças na sociedade. Por exemplo, 63% acreditam que as equipes serão mais multi-etárias e 42% dizem que um número crescente de mulheres mais velhas terão mudado os estilos gerenciais.
17 Cenários – As previsões vão de terroristas atacando a internet e paralisando o trabalho até um mundo dominado por empregados controlados digitalmente. Com isso em mente, o estudo sugere um foco em “bancos de propriedade intelectual” para equilibrar as exigências de abertura (openness) com a proteção dos negócios e argumenta que a “tecnologia de realce cerebral” deve ser monitorada para evitar abusos.
Realidade virtual – Só uma pequena proporção acredita que hologramas (31%), robôs (27%) ou implante de bio-chips (12%) serão usados para aumentar a eficiência das empresas. Contudo, 74% argumentam que os “negócios virtuais” serão comuns e 87% dizem que a natureza do trabalho em 2018 levará a crescente “contato virtual”.
Capacitações projetadas – As organizações ainda necessitarão muitas das capacitações exigidas hoje, mas a habilidade de liderar transformações será muito valorizada. A pesquisa mostra que 75% acreditam que as habilidades de gerenciamento de projetos serão necessárias para todos, com 63% concordando que “inovação e criatividade serão essenciais à maioria das tarefas”.
O lar como centro do trabalho – O estudo prevê que as necessidades de trabalho dos empregados mudará na medida em que operarem em áreas geográficas mais amplas. 65% esperam que trabalhar em casa será comum, para reduzir a produção de carbono. 73% sugerem que o equilíbrio entre trabalho e vida privada será a chave na escolha do emprego.
Mary Chapman, executiva do Chartered Management Institute, diz: “Olhando para daqui a dez anos, fica claro que as organizações bem sucedidas serão aquelas que podem fazer mais para abraçar as mudanças – antecipá-las, identificá-las e fazê-las acontecer. É claro que não podemos determinar o futuro, mas isso não quer dizer que não possamos prevê-lo e nos prepararmos para ele, de modo a assegurar que as organizações e as equipes sejam eficazes, capacitadas e competitivas”.
O relatório identifica o “humanitarismo” como um fator para o sucesso organizacional futuro. Considerando as necessidades privadas das pessoas, o estudo sugere que as mudanças demográficas compelirão as organizações a oferecer benefícios de estilo de vida mais personalizados aos empregados.
Chapman acrescenta: “Um grau maior de inteligência emocional será exigido dos gerentes e líderes para que possam entender como as pessoas trabalham e suas prováveis reações à mudança. Também precisarão focar mais numa melhor integração entre o trabalho e a vida pessoal.”
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Bjus
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