Plano de Posicionamento de Marcas

10 05 2010


A equipe da Top Brands (www.topbrands.com.br), liderada por Marcos Machado, desenvolveu esse modelo básico de Plano de Posicionamento de Marcas
.

A globalização e a rápida evolução tecnológica dos últimos 10 anos que tem equiparado produtos e serviços fez das marcas um diferencial competitivo fundamental. As empresas não podem mais sustentar seu processo de diferenciação apenas em aspectos técnicos e funcionais. A construção e a gestão de uma marca, no entanto, é um desafio cada vez maior. Margens reduzidas levam a orçamentos de marketing menores que tem que ser utilizados com toda eficácia possível. As alternativas de mídia e comunicação, no entanto, são inúmeras e atualmente o cliente/consumidor é bombardeado diariamente por milhares de mensagens. Se por um lado a marca assume uma importância jamais vista, o desafio para sua construção também nunca foi tão grande.

A definição de uma proposta de posicionamento de marca é fundamental para orientar o estabelecimento da identidade de uma marca. Com uma proposta clara e compreendida por todos na empresa, o processo de comunicação de uma marca com o mercado pode se dar maneira muito mais eficaz. O modelo de Plano de Posicionamento de Marcas apresentado a seguir, preparado pela Top Brands, consultoria de marketing especializada em gestão de marcas, abrange os aspectos chave de um Plano de Posicionamento de Marcas.

1. Histórico da Marca

Esta marca existe há quanto tempo? Como foi desenvolvida e quais as principais fases pelas quais já passou. Que produtos/serviços já endossou? Em que mercados está ou esteve presente. Em se tratando de uma nova marca, descreva um pouco da organização que irá gerenciá-la.

2. Análise do Ambiente, do Mercado e da Marca

Que aspectos do ambiente, tais como cultura, demografia ou economia estão afetando a escolha de uma marca. Quais as principais tendências do mercado onde esta marca atua? Há novos concorrentes surgindo, os hábitos de escolha/decisão dos clientes estão se alterando? De que forma? Quais os principais pontos fortes e fracos da marca e de suas principais concorrentes. Em se tratando de uma marca nova, descreva um pouco quais você acredita serão os pontos fortes/fracos da nova marca no mercado.

3. Sistema de Identidade de Marca

a) Atributos do Produto/Serviço
Quais as principais características que os produtos/serviços que a marca vai endossar deverão ter. Serão simples ou sofisticados, modernos ou tradicionais, resistentes, confiáveis, etc. Seja coerente e realista.
b) Símbolos e Imagens
A marca terá um logo, símbolo? Qual? Transmitindo o quê? Utilizará algum personagem? Vai usar embalagem de produto ou instalações de serviço como símbolo?
c) Valores Corporativos
A marca vai transmitir valores corporativos da organização que a detém? Quais?
d) Personalidade da Marca
Haverá preocupação com a construção de uma personalidade para esta marca? Em caso positivo, com quais características?

4. Implementação da Identidade da Marca

a) Proposição de Posicionamento de Marca
Defina de maneira clara sua proposta de posicionamento de marca em termos de público-alvo, categoria de atuação e de diferenciais. Quais serão as principais ferramentas de comunicação com o mercado? Que meios serão utilizados, com que mensagem, etc.
b) Programas de Construção de Marca
Quais serão as principais ferramentas de comunicação com o mercado? Que meios serão utilizados, com que mensagem, etc.





Sucesso político na internet

23 04 2010

A Internet talvez seja a mídia mais incompreendida por parte dos políticos. Em parte por ser nova, em parte por ser “técnica”, seu poder é constantemente subestimado, assim como são ignorados os modos em que a Internet realmente pode ajudar uma campanha.

O TSE permite, a partir destas eleições, a propaganda eleitoral na internet após o dia 5 de julho do ano da eleição.

A propaganda eleitoral na internet poderá ser realizada nas seguintes formas:
I. em sítio do candidato, com endereço eletrônico comunicado à Justiça Eleitoral e hospedado, direta ou indiretamente, em provedor de serviço de internet estabelecido no País;
II. em sítio do partido ou da coligação, com endereço eletrônico comunicado à Justiça Eleitoral e hospedado, direta ou indiretamente, em provedor de serviço de internet estabelecido no País;
III. por meio de mensagem eletrônica para endereços cadastrados gratuitamente pelo candidato, partido ou coligação;
IV. por meio de blogs, redes sociais, sítios de mensagens instantâneas e assemelhados, cujo conteúdo seja gerado ou editado por candidatos, partidos ou coligações ou de iniciativa de qualquer pessoa natural.

A arrecadação de recursos pela internet também é permitida, através de mecanismo disponível na página do candidato, do partido ou da coligação, permitindo inclusive o uso de cartão de crédito, devendo atender aos seguintes requisitos:

I. identificação do doador com CPF;
II. emissão obrigatória de recibo eleitoral para cada doação realizada;
III. crédito na conta bancária de campanha até a data limite para entrega da prestação de contas;
IV. vencimento do boleto de cobrança até o dia da eleição.

Projete bem o seu Site

Evite animações, imagens gritantes, esquemas de cores berrantes e páginas pesadas. As pessoas que vão visitar seu site podem estar usando conexões de banda baixa e não vão ficar esperando que sua página carregue. Elas também não estão interessadas nas últimas técnicas da Web 2.0, mas sim em informações sobre o Candidato. Recompense esse interesse com formatos de páginas que carreguem rapidamente.

Utilize em seu site o mesmo esquema de cores da demais peças da campanha: cartazes, santinhos, malas diretas, etc. A consistência é importante em tudo.

Encha-o de informações

As pessoas visitam o site por duas razões:

1. querem conhecer mais sobre o candidato;
2. estão interessadas em política e campanhas.

Dê a ambos os grupos a leitura que procuram, incluindo informações sobre o Candidato, sua plataforma e o cenário político local. Encha o site até a tampa. Publique tudo, desde releases e discursos até a Agenda do Candidato. Abra uma Galeria da Campanha, com fotos do Candidato em ação ou posadas, com a família, com os filhos. Disponibilize arquivos em PDF dos folhetos, santinhos ou adesivos para que seus partidários possam imprimi-los para distribuir entre os amigos. Se possível, exiba os VTs de sua campanha nessa Galeria.

O objetivo do site

Além de arrecadar recursos e divulgar a plataforma do Candidato, é objetivo do seu site coletar endereços de e-mail e números de celulares, para a versão cibernética da mala direta e para mandar torpedos. O site deve solicitar o endereço de e-mail e o número do celular do visitante e sua permissão para o envio de notícias e atualizações. É preciso, portanto, ter uma campanha de e-mails e de torpedos planejada para a duração da campanha.

As mensagens eletrônicas enviadas deverão dispor de mecanismo que permita seu descadastramento pelo destinatário, sendo obrigado o remetente a providenciá-lo no prazo de 48 horas.

Faça contato

Em seus e-mails, procure envolver o destinatário em sua campanha, pedindo-lhe que indique o site para seus amigos. Tente recrutá-lo para algum trabalho voluntário. Convide-o a participar de seus eventos. A Internet, o e-mail e o telefone ajudam a manter contato com os partidários e fornecer notícias aos visitantes 24 horas por dia, sete dias na semana.





O evento de lançamento

23 04 2010

O anúncio da candidatura é o lançamento oficial de sua campanha. É claro que sua campanha já estará operando há algum tempo, levantando recursos, montando a equipe ou planejando a estratégia, mas o anúncio é o início público de sua campanha. E é importante por várias razões. Em primeiro lugar, é a única vez durante a campanha em que a cobertura de imprensa está garantida. Segundo, o lançamento dá impulso à campanha, empresta credibilidade ao seu programa de arrecadação e fornece uma grande oportunidade para juntar num mesmo lugar todos os seus partidários. Aqui estão três dicas para fazer de seu lançamento um sucesso.

Encha o recinto

A imprensa estará lá. Os contribuintes potenciais estarão lá. Os membros do partido estarão lá. Até os olheiros dos adversários estarão lá. Então, você precisa passar a impressão de vitória enchendo o recinto com seus partidários. Uma sala cheia faz com que todos pensem (inclusive a imprensa) que sua campanha está crescendo, ganhando impulso e no trilho certo. Uma sala meio cheia (ou meio vazia) mostra uma campanha estagnada.

Como garantir que o recinto esteja lotado? Normalmente, o número de pessoas que comparecem em resposta aos convites feitos é sempre menor que o esperado. Por isso, reduza suas expectativas na hora de escolher o local do evento. Se você acha que sua candidatura é capaz de encher um estádio, alugue um ginásio. Realize-o num espaço pequeno demais para seus convidados. É melhor ter gente do lado de fora do que espaços vazios na platéia.

Seja “pra cima”

Este é um evento de lançamento, não um comício. Não entedie a platéia com detalhes de sua plataforma. Em vez disso, faça um discurso motivacional, como um treinador a seus jogadores antes da partida. Diga às pessoas por quê você está concorrendo. Deixe-os entusiasmados com sua candidatura.

Convide a imprensa

Não se esqueça de convidar a imprensa para seu evento de lançamento. A cobertura de imprensa é uma das principais razões do evento, por isso assegure-se de mandar press releases para os jornais, emissoras de rádio e TV e faça ligações de follow-up se necessário.





Relações com a imprensa

21 04 2010

Com as limitações impostas pelo TSE aos programas gratuitos de rádio e TV, especialmente para os candidatos proporcionais, muitas vezes a única maneira de fazer sua mensagem chegar ao eleitorado é através da imprensa.

É claro que é difícil obter a cobertura da mídia, especialmente quando há candidaturas mais poderosas disputando espaço. Mas dá para fazer, com alguma engenhosidade e muito trabalho.

Criando a notícia

A regra mais importante para obter cobertura da mídia é “criar a notícia”. Os únicos eventos, comunicados, pronunciamentos ou discursos que a mídia vai cobrir serão os que merecem ser notícia. Isso pode ser difícil de determinar. Não há regras fixas e o que foi notícia numa campanha pode não ser nessa. Abaixo, algumas perguntas a se fazer para determinar se a informação merece virar notícia:

  • Interessa a pessoas que não estejam acompanhando a eleição?
  • É emocional?
  • É embaraçosa para o Candidato ou seu adversário?
  • Denuncia um problema?
  • Oferece uma solução?
  • É totalmente fora do comum?
  • Cria conflito?
  • Qual seria a reação de quem lesse esta notícia?
  • Se eu visse esta noticia, contaria para outras pessoas?
  • Tem apelo local?
  • Não soa como um auto-elogio?

Os repórteres precisam de notícias

Lembre-se: a mídia precisa de notícias para sobreviver. Se o repórter não tiver um fluxo constante de informações que possam virar notícias, ele perde o emprego. Seja amigo da mídia, oferecendo notícias de verdade; elas serão publicadas, criando publicidade com credibilidade (e sem custo) para sua campanha.

Um Plano de Imprensa

Quer você seja um veterano de muitos confrontos políticos, quer você esteja engajado em sua primeira campanha, lidar com a mídia é uma necessidade inevitável. Algumas campanhas têm recursos suficientes para contratar um especialista, mas muitas dão a tarefa de secretário de imprensa a alguém sem experiência prévia.

Seu objetivo é conseguir o máximo possível de cobertura positiva para sua campanha. A duração da campanha é curta mas, como em qualquer outra atividade, o planejamento compensa. Os pontos a serem abordados nesse plano são:

  • Uma lista de suas necessidades em termos de cobertura de imprensa.
  • Uma lista de seus recursos – equipe, equipamento, dinheiro.
  • Objetivos concretos com cronograma (por exemplo, entrevista no jornal X no dia Y).
  • Delegação – quem vai fazer o quê.
  • Avaliação – o que fazer se estiver dando certo ou se é necessário realocar recursos ou ajustar os objetivos.

O papel da mídia na cobertura de uma campanha

O rádio e a TV, o jornal diário e o semanal, cada um tem missões diferentes, porque têm audiências diferentes e diferentes sistemas de distribuição. Essas diferenças têm influência sobre o que se pode esperar de cada tipo de mídia.

É importante conhecer os veículos. Se o jornal Z apóia o partido adversário, isso não quer dizer que você deva ignorá-lo. Só significa que vai dar mais trabalho passar sua mensagem através dele.

Não parta do princípio de que o dono do veículo é o ditador da Redação. É a palavra do repórter que vale, até prova em contrário.

Todos os meios têm algo em comum – funcionam num ambiente em que a quantidade de notícias disponíveis excede o tempo ou o espaço a ser preenchido. As decisões editoriais sobre o que entra ou não entra são baseadas em muitos critérios. Influências pessoais, políticas, institucionais e financeiras podem entrar em jogo.

É impossível controlar a tendenciosidade de um repórter ou de um editor. Mas você pode controlar a hora em que ele recebe sua informação e se ela realmente é notícia.

Releases

Os press-releases devem ser curtos e objetivos. A intenção é fazer com que a imprensa ligue pedindo mais informações. Se você for usar um sistema profissional de distribuição, contate todas as empresas de mídia que possam interessar à sua campanha. Descubra quem deve receber os releases e como devem ser entregues (em mão, por e-mail ou por fax). Você pode encontrar nomes e endereços de e-mail em vários lugares, mas mandar os releases sem ter feito contato anterior com o destinatário dá a ele uma boa razão para ignora sua mensagem.

Atualize os arquivos dos CEDOCs desses veículos, fornecendo-lhes fotos atuais e biografia em dia do Candidato. Se os recursos da campanha o permitirem, contrate um fotógrafo para cobrir o candidato em suas ações.

Web Site

Crie uma área para a imprensa no seu site. Inclua informações para contato (fone, celular, e-mail). Publique os releases imediatamente. Adicione áudio e/ou vídeo para maior impacto. Inclua várias fotos do Candidato – tanto retratos quanto instantâneos. Isso permite à mídia escolher a mais apropriada.

Dialogue

Se você não estiver recebendo a cobertura que deveria, chame um par de editores ou repórteres e pergunte-lhes como melhorar. Além disso, o TSE balizou detalhadamente o comportamento da imprensa durante as eleições, freando os casos mais gritantes de partidarismo, quer no volume da cobertura em centímetros, quer no grau de favoritismo evidenciado nos tons das matérias.

Tudo soma

Arquive os artigos sobre você publicados durante a campanha e destaque os que foram gerados por sua campanha de imprensa. Calcule quanto teria custado comprar um anúncio com a área (ou tempo de transmissão) equivalente.





Marketing direto

21 04 2010

O marketing direto é uma das ferramentas mais importantes numa campanha, principalmente se for municipal. O eleitor é alcançado de forma eficaz e econômica.

Mala direta: prenda a atenção do (e)leitor

Lembre-se, sua mala direta estará concorrendo não só com as das outras candidaturas, mas também com toda a demais propaganda dirigida da praça. Para que sua mala direta não vá para o lixo com o folheto do supermercado, ela tem que se destacar.

Grandes títulos e subtítulos podem comunicar a essência da plataforma da campanha. Elementos gráficos pertinentes e chamativos retêm o olhar e textos concisos e elucidativos satisfazem o interesse daqueles que se detiveram a ler.

O texto é importante, especialmente para a imprensa, mas o mais importante para o eleitor é o visual. Imagens e fotografias poderosas, aliadas a um esquema de cores dinâmico, podem conduzir o eleitor para o texto. Não pode haver nada de amador nessa peça. O profissionalismo de sua execução reflete o espírito da campanha.

Telemarketing

Um banco de telefones é essencial em qualquer campanha. O que se discute é se a campanha deve contratar serviços profissionais de uma empresa de telemarketing ou se devem ter um sistema interno.

A melhor resposta é uma combinação dos dois. Algumas operações, como pesquisas por telefone, são mais bem realizadas por profissionais e só devem ser assumidas pela campanha sob a supervisão e o treinamento mais estritos. Mas é importante ter uma operação interna para atender tarefas vitais que só podem ser desempenhadas pela campanha, como telefonemas aos destinatários da mala direta, programas intensivos de arrecadação de recursos, preparação dos giros do Candidato, etc.





A peça de comunicação básica da campanha

5 04 2010

Toda campanha, não importa seu tamanho, precisa de pelo menos uma peça de comunicação simples que transmita a mensagem básica da campanha e mostre ao eleitor quem é o Candidato. Essa peça pode ser distribuída de mão em mão, como mala direta, como press release, como material do programa de arrecadação de recursos ou de muitas outras maneiras. Um folheto conciso e bem desenhado apresentará sua campanha como uma organização profissional e bem administrada.

Defina seu objetivo

O objetivo de seu folheto é simples: fazer com que todos que o leiam se lembrem do Candidato e se sintam dispostos a votar nele. Para isso, o folheto tem que fazer três coisas:

Primeiro, informe o leitor sobre o Candidato. Inclua uma breve biografia e fotos que o apresentem de modo positivo. Conte aos leitores sobre a família do Candidato, onde ele estudou e trabalha e que aspectos de seu passado o tornam apto ao cargo que disputa.

Segundo, diga qual é a mensagem da campanha e porque o eleitor deve votar no Candidato. Essa mensagem deve ser apresentada em tudo que a campanha faz, do telemarketing aos discursos.

Por último, oriente o eleitor sobre como obter mais informações sobre a campanha e como fazer contato com você. Muita gente vai dar uma olhada na peça e joga-la fora. Alguns, contudo, vão querer mais informações e talvez queiram participar da campanha.

Elementos de design

Muitos dos eleitores que receberão o folheto simplesmente vão dar uma olhada de relance antes de joga-lo fora. Nesse “relance”, examinarão a frente e talvez olhem o verso ou o miolo, se for o caso. Prepare-se para ambas as hipóteses.

Ponha na capa ou frente o nome e o número do Candidato, sua foto e o slogan de campanha. Para os que vão olhar o miolo ou o verso, use manchetes grandes, fotos-legendas, palavras de ordem.
Alguns eleitores, no entanto, vão estudar sua peça de comunicação em profundidade. Para esses, inclua informações adicionais sob as manchetes, nos trechos sobre a plataforma de campanha e sobre a biografia do Candidato.

A chave está em manter a simplicidade. Esta peça de comunicação pode ser usada em muitas situações; faça com que ela seja fácil de ler, agradável à vista e impressa profissionalmente. Com alguma criatividade e muito trabalho, esse material será um grande embaixador de sua campanha.





Cinco dicas para recrutar voluntários

4 04 2010

É difícil conseguir voluntários para uma campanha. As pessoas são atarefadas. Mesmo quando você encontra alguém disposto a trabalhar de graça, você não está sozinho na disputa. Pode haver candidaturas que pareçam mais atraentes, como a disputa pelo Senado ou pelo Governo Estadual. Mas não desista. Você pode conseguir um exército de voluntários para sua campanha. Para isso, é preciso ter um plano e ser proativo. Aqui estão cinco dicas que podem ajuda-lo.

Nas escolas

Colégios e Universidades são campos ideais de recrutamento. São pequenas comunidades cheias de estudantes hiper-ativos com nada por fazer durante metade do dia. Acrescente a isso o fato de que os estudantes de Ciências Sociais estão sempre em busca de experiências políticas práticas e você vai perceber porque as escolas são idéias para o recrutamento.

Em primeiro ligar, faça contato com o Grêmio Estudantil ou o Diretório Acadêmico e informe que você está em busca de voluntários que terão responsabilidades reais durante a campanha. Peça para conversar com o grupo ou para colocar uma nota no jornalzinho ou no quadro de avisos. Também é bom ter alguém no campus que possa distribuir material de campanha.

Organize

Como em outros aspectos de sua campanha, montar uma organização é fundamental para recrutar um número expressivo de voluntários. A idéia é juntar um pequeno grupo e fazê-lo multiplicar-se. Comece recrutando um líder para cada região ou grupo de interesses: um líder do empresariado, um líder dos idosos, um líder do operariado, etc. Peça-lhes para recrutar 10 voluntários em seu segmento. Esses líderes podem ser responsáveis pela coordenação de suas equipes ou a direção da campanha pode assumir essa responsabilidade. De qualquer modo, uma das tarefas desses novos voluntários será a de encontrar mais 5 ou 10 recrutas.

Primeiro, amigos e família

As maiores fontes de voluntários serão sempre a família, os amigos e os contatos de Candidato. Essas pessoas o conhecem e acreditam nele. Não importa quão ocupados estejam, sempre acharão algum tempo para ajudar o Candidato. Por isso, suas primeiras ligações para recrutar voluntários devem ser para a sua rede de relacionamentos pessoais.

Dê trabalho

Um dos principais erros na organização de voluntários é não lhes dar nada para fazer. Os voluntários que não sentem que estão contribuindo para a campanha logo deixarão de comparecer ao Comitê. Quando você tiver voluntários disponíveis sem nada para fazer, peça-lhes para telefonar para seus amigos e pedir seus votos.

Dê uma festa

Outra boa maneira de ajudar seus voluntários a conseguir novos recrutas é dando uma festa. Convide todos os voluntários e encoraje-os a trazer mais 3 amigos. Durante a festa, faça um pequeno discurso falando sobre sua plataforma de campanha e pedindo aos visitantes que se alistem como voluntários.





Quatro membros de que toda equipe precisa

4 04 2010

Uma das partes mais importantes de qualquer campanha é sua equipe – as pessoas de quem o Candidato depende para alcançar a vitória. Embora cada campanha seja diferente, há quatro posições que precisam ser preenchidas, não importa quão pequena seja a campanha. Em algumas, a mesma pessoa pode ocupar duas posições, mas cada tarefa deve ser realizada com perfeição. Quer seja desempenhada por um profissional remunerado ou por um voluntário, cada uma das posições a seguir é essencial para o sucesso de sua campanha.

Coordenador da Campanha

Depois do Candidato, o Coordenador da Campanha é o membro mais importante da equipe. O Candidato jamais deve funcionar como coordenador da campanha, não importa quão pequena. Ele tem que estar livre para encontrar os eleitores e contribuintes e para atender seus compromissos de campanha.

O Coordenador da Campanha é responsável por todos os seus aspectos. A pessoa escolhida para esta função deve ter uma compreensão básica de estratégia eleitoral, deve saber delegar e tem que ser capaz de trabalhar em harmonia com o Candidato. Opera em conjunto com o Candidato e toda a equipe para desenvolver a estratégia da campanha e coordenar todos os aspectos da organização, desde a arrecadação de recursos até o contato com os eleitores

Coordenador da Militância

Acima de tudo, o escolhido para ser o Coordenador da Militância deve saber lidar com pessoas. Essa função é estressante e requer diplomacia e paciência. Ele é responsável pelo recrutamento, agendamento e organização da militância. Já que os voluntários não são remunerados e, com freqüência, não têm grandes capacitações, o coordenador precisa saber como superar conflitos de personalidades e como ensinar novas habilidades aos voluntários. Tem que saber delegar, especialmente em distritos eleitorais maiores.

Diretor de Arrecadação

O Diretor de Arrecadação é responsável pela coordenação de todos os instrumentos disponíveis para o atingimento dos objetivos de arrecadação, dentro do cronograma estabelecido. Ele dirige todos os programas e eventos destinados a obter recursos. Em pequenas campanhas que não podem contratar um contador ou um advogado, o Diretor de Arrecadação precisa ter conhecimentos da legislação pertinente à arrecadação de contribuições.

Diretor Financeiro

O Diretor Financeiro desempenha papel inteiramente diverso do diretor de arrecadação. Juntamente com o Comitê Financeiro, ele é responsável por trazer os grandes contribuintes. Geralmente, o diretor financeiro é ele próprio um contribuinte importante e se compromete a levantar uma quantia significativa entre outros contribuintes. Embora possa estar envolvido no planejamento do programa de arrecadação, ele não dirige a organização do levantamento de recursos; esta tarefa é do Diretor de Arrecadação, que cuida dos detalhes cotidianos do programa de arrecadação.





Como manter a organização da campanha

4 04 2010

A boa organização não é apenas desejável para uma campanha política; ela é essencial. Não importa seu tamanho, tempo e dinheiro são limitados e, sem uma perfeita organização, a equipe e a militância se esgotarão, questões cruciais serão ignoradas e o ímpeto se reduzirá.

As pequenas campanhas, em particular, têm dificuldade em se manter organizadas, pois são elas que mais dependem do trabalho voluntário. Aqui estão algumas estratégias para manter sua campanha organizada e nos trilhos.
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A arrecadação de recursos

4 04 2010

Toda campanha, não importa quão pequena, precisa ter um Plano de Arrecadação que defina quanto dinheiro precisa ser levantado, quando esse dinheiro será necessário e como será arrecadado. Esse plano precisa estar definido antes do Candidato anunciar que vai concorrer.

Monte um Plano de Arrecadação

Uma campanha precisa de dinheiro para operar, mas conseguir as contribuições que vão financiar as atividades da campanha exige muito trabalho. Raro é o contribuinte que envia um cheque para a campanha sem ser solicitado. Uma arrecadação bem sucedida requer que a equipe em geral e o Candidato em particular dediquem-se ao planejamento e execução de um Plano de Arrecadação.

De acordo com a Resolução N° 20.987 (21.2.02) do Tribunal Superior Eleitoral, são fontes de arrecadação:

I. recursos próprios;
II. doações de pessoas físicas;
III. doações de pessoas jurídicas;
IV. doações de outros candidatos/as, comitês financeiros ou partidos;
V. repasse de recursos provenientes do Fundo Partidário;
VI. receita decorrente da comercialização de bens ou serviços(…).

Por que um plano?

É claro que a maioria dos candidatos não gosta de arrecadar fundos. Sentem que está abaixo deles pedir dinheiro, ou não estão convencidos de que esta é a melhor coisa que podem fazer com seu tempo. Mas para poder fazer as coisas mais elevadas da campanha, como comícios, reuniões ou outros eventos, o Candidato deve passar boa parte de seu tempo arrecadando recursos.

O componente mais importante para o sucesso na arrecadação de recursos para uma campanha é um plano. Embora pareça simples – é só pedir dinheiro, não é? – uma campanha bem sucedida tem um Plano de Arrecadação que leva em conta a estratégia da campanha e seu orçamento geral. Supõe-se que o Candidato e sua equipe já mapearam o é preciso fazer para vencer. Agora, é necessário planejar o modo de alavancar recursos para as atividades que vão compor a campanha.
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